envelheço na cidade

•maio 28, 2010 • 2 Comentários

esse breve passeio ao qual fomos convidados, chamado vida, é realmente muito surpreendente!

dor e festa.

esperamos pelo desconhecido a cada segundo… não há garantia de nada no próximo.

vamos nos costurando num estado de inconsciência (…quem é você?)

tomamo-nos por termômetro, por lanterna, por orientação, pela benevolência quase sempre mentirosa, pela porcaria arraigada dentro de cada peito, pela morte que por enquanto não chegou, mas que vi esquematizada no seu discurso quando me chamou de irmão… (…será que a pergunta seja: ‘quem sou eu?’)

os valores são estuprados…
o caráter é corrompido…
o ‘eu’, é violado…

quem é que importa de verdade?
você doaria o seu rim pra quem?
já se suicidou hoje?

a canalhice é grande demais pra calcular o furúnculo no cérebro do outro…

(…afinal, o que é o outro!?)

•maio 19, 2010 • 2 Comentários

Rednei Rossi

bons textos e Led Zeppelin

•abril 20, 2010 • 4 Comentários

Sua insistência é terrível…

Você me reaparece assim, sem pedir licença, pisando na úlcera que deixou no meu estômago, pichando putaria no muro da minha casa, levantando mais uma leva de hipóteses, ou possibilidades não constatadas – como queira.

Lendo seus bons textos, consigo ver você rascunhada a cores no meio deles, dentro de cada história, de cada passagem que você narra como se estivesse levando pelas mãos àquele ambiente, quem te lê!

Embala-se (e embola-se) à merda toda, uma sessão de Led Zeppelin que ampara toda a carga, faz o ambiente, reforça outros questionamentos que, por hora, têm desnecessárias suas devidas considerações.

Tô emergindo daquele oceano profundo e escuro das interrogações, mas às vezes, quando pareço enfim estar à beira do bote, vem aquela impressão de que há uma corda amarrada numa de minhas
pernas com uma âncora de umas não sei quantas mil toneladas amarrada na outra ponta.

Seu silêncio ainda incomoda…sua resposta (ainda que paralela, andejante e indireta) também incomoda!

Desta vez prometo que não vou me deixar levar pelo entusiasmo como noutras épocas (onde o buraco da úlcera era maior e a âncora pesava mais).

merfolks in towns (another phew)

•abril 12, 2010 • 5 Comentários

Why flame circles wrap me on that depressed phase?
feel the contact of the air on your body and tell me:

that I could to stop the blow,
or be an animal,
on that implosion of screams…

I’ll still find the better way,
I hope this everyday,
the moment will be fine and clear!…

The God’s blow is made present, and invades my vastness,
see the figures that I won like a prise, and tell me:

there are merfolks in towns?
freaks and unbearable sounds?

ain’t my way!
I’ll still laught it all…

Just can’t take more!!!
It’s time to consider that prison time is the clock!….

prédios da santa fé

•fevereiro 4, 2010 • 2 Comentários

[Jan|2003]

O tritão feriu-se…
abandonou o vilarejo.

Deixou sua herança para ‘Moe, Larry e Curly’ (o que vocês conhecem sobre amizade, só não é menor que vocês mesmos).

As novas telas estão prontas, e serão lançadas como pedras em seus espelhos.

Não tentem se fazer entender…
investiguem outros lugares de dentro de si, depois de Narciso, sintam o mau cheiro de suas contra-virtudes e limpem-se.

Muito cuidado para não serem engolidos pelo próprio reflexo ao beberem águas de outras fontes.

Não sou mais aquele traço sujo do desenho expressionista que vocês mais gostam.

O vilarejo não comportava mais o mutabílio.

Como foi tentar manter-se de pé sem as muletas?
Como foi tentar achar o tesouro sem o mapa nas mãos?

senti meu coração, como me fora recomendado.

…vocês e seu fauvismo manso!

varanda grega

•janeiro 7, 2010 • 6 Comentários

Ela: …parecia ter saído de alguma foto de Roy Stuart, ou de alguma canção gelada do Cohen.
Ele: …pensamentos senis, afogando os ratos imundos de sua mente em vinho do porto.

Ela: …elegante, bela.
Ele: …Bukowski se inspiraria.

Ela:…reta.
Ele:…a escultura que muda o curso do ar.

Ela:…qual a nossa função na terra?
Ele:…viver ultrapassa todo o entendimento.

Ela:…Apolo
Ele:…Dionísio

Ela:…Channel nº5
Ele:…fluído de isqueiro

Ela:…Beethoven, Brahms, às vezes Beatles.
Ele:…Carlito Chambourcy e os Ladrões de Danete, Odair José, às vezes Naim.

Ela:…avessa a toques.
Ele:…imaginando a cor de seus mamilos.
.
.
.
Tudo hermeticamente desorganizado…
Diagonais cruzadas…

Ela:…0 a 10.
Ele:…10 a 0.

Tudo harmonicamente desequilibrado…
Uma zona com ordem…

Uma varanda grega.

Ela: …se escondendo atrás da cortina branca.
Ele: …mergulhado em copos cada vez mais cheios.

Feio e belo
Bem e mal
Quente e frio
Capricórnio e gêmeos
Preto e branco

Ela: Solene…ancorada…presa…receosa…presa…raízes e razões fincadas no chão…presa…presa…,…presa.

Ele: …, …, …querendo voar!…

asolearse

•outubro 20, 2009 • Deixe um comentário

Hasta cuándo puedo hablar solo…
solo sobre aquel beso…
ese domingo por la mañana…
que recuerdo bien – por medio de las canciones que no escuché!

En aquel momento y en aquellos días
ví los colores de sus uvas…
me dice con cuántas uvas usted él hace su vino.

El sol era fuerte…
con brillo intenso y seco.

Allá, la brisa soplaba y se llevaba lo que estaba de más…
Dejando aparte los pocos valores que en aquel calor, ardian de dolor.

Riñar por la cruz…
por mi soñar…
por mi vida…

Pero esto fué solo lo que yo pude traer…
Asolearse con todo el oro!

Aquel vivir extremo, es un bello final en un cuento…apenas fijo!

(jun|2003)